08 de Abril de 2020


Desde o início da pandemia de Coronavírus no Brasil, dois tipos de máscaras vêm sendo bastante procuradas pela população: a máscara cirúrgica, feita de um material chamado não-tecido e a N95, elaborada para profissionais de saúde para impedir a passagem de partículas contaminantes. Só que devido à falta desses produtos, o Ministério da Saúde recomenda que apenas as pessoas que estejam apresentando sintomas utilizem as máscaras cirúrgicas, mas a população no afã da prevenção inventou as máscaras de pano.

Embora já estejam sendo utilizadas, esse modelo não é seguro. Além se adequarem aos padrões vigentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o tecido não fecha suficiente para impedir a transmissão do vírus e a modelagem é feita sem medidas específicas, o que contribui para que o ajuste no rosto seja inadequado, deixando a pessoa em risco de qualquer maneira.

Outra dúvida é sobre a barba e a máscara, Helena Brígido, infectologista da Unimed Belém, explica quais medidas tomar sobre essa combinação. “A máscara quando colocada em pessoas que têm barba, atrapalha, tanto a máscara cirúrgica como a N95 não vedam adequadamente. A barba atrapalha na adesão, colocação e na passagem de ar. Também suja. O ideal mesmo é tirar a barba”, disse.

Vale lembrar, que mesmo as máscaras recomendadas pelo Ministério da Saúde, o uso indevido pode facilitar a contaminação, pois as mãos levadas até o rosto na tentativa de ajustar, acaba contaminando o acessório.

Para descartar a máscara, o correto é retirar evitando contato com a parte da frente e despejar em um saco plástico. Logo em seguida, jogar em uma lixeira fechada e lavar as mãos com água e sabão imediatamente após o descarte, evitando tocar qualquer superfície. A matéria-prima utilizada na confecção da máscara não pode ser lavada, porque acaba sendo modificada. Por isso, não pode ser reutilizada. O recomendado é utilizar a máscara até quatro horas, no máximo.

 

Assessoria de Comunicação e Marketing

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